Sempre fui pobre coitado
E vivi sempre atrasado
Botei um negócio bom
Porém vendi-o fiado
Um dia até emprestei
O livro do apurado.

Dei a balança de esmola
E fiz lenha do balcão
Desmanchei as prateleiras
Fiz delas um marquezão
Porém roubaram-me a cama
Fiquei dormindo no chão.

O poeta da literatura de cordel, Izaias Gomes, declamando seus versos sobre a fictícia visita de Bin Laden a Natal

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