Se carrega água do açude
Pro sertanejo sedento
O barril de umburana
E as aspas fazem o sustento
Ele é comprido e oval
E se bota no jumento.
Duas latas d’água leva
É seguro e bem potente
Existe nele um suspiro
Pra a água ficar corrente
Corre igual numa torneira
Abrindo a tampa da frente.
Lá tinha porta e janela,
Que de tábua de caixão
Elas eram engendradas,
Veja que feia visão
Frontal do pobre casebre
Que lembro com emoção.
Outra janela na sala,
Do lado do sol nascente,
Deixava a sala arejada
Mesmo em dia de sol quente,
E um mínimo de conforto
Dando a nós tão pobre gente.









- Ternontonte, eu fui na casa

