Chico Catatau: o livro mais arretado dos últimos mil anos

Se carrega água do açude
Pro sertanejo sedento
O barril de umburana
E as aspas fazem o sustento
Ele é comprido e oval
E se bota no jumento.

Duas latas d’água leva
É seguro e bem potente
Existe nele um suspiro
Pra a água ficar corrente
Corre igual numa torneira
Abrindo a tampa da frente.

Lá tinha porta e janela,
Que de tábua de caixão
Elas eram engendradas,
Veja que feia visão
Frontal do pobre casebre
Que lembro com emoção.

Outra janela na sala,
Do lado do sol  nascente,
Deixava a sala arejada
Mesmo em dia de sol quente,
E um mínimo de conforto
Dando a nós tão pobre gente.

– Ternontonte, eu fui na casa
De cumade Mariquinha
E sabe quem tava lá?
Muié, tu num advinha!
Num era Chico Tumé
Fio de Sinha Mocinha!

– Tu sabe qui Chico é
Um caba muito safado!
Namoradô… inxirido…
E véve oiando di lado,
Se babano di desejo
Pru Zefa de Seu Conrado!

O poeta da literatura de cordel, Izaias Gomes, declamando seus versos sobre a fictícia visita de Bin Laden a Natal

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