Autores: Marco Haurélio e João Gomes de Sá

No Nordeste brasileiro,
Conservados na memória,
Romances, contos e xácaras
Lembravam a antiga glória
De Portugal e da Espanha,
De que nos fala a História.

Era esse o tempo das gestas
Dos cavaleiros andantes,
E essa poesia rude
Dos bardos itinerantes
Foi trazida para a América
No bojo dos navegantes.

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Por Geraldo Neto

Quando se fala em literatura de cordel a primeira referência que temos é o Nordeste. Logo lembramos os repentistas nordestinos cantando poemas com personagens e temas do Nordeste, como Lampião, Antônio Conselheiro, Antônio Silvino, Padre Cícero, a seca, o cangaço, a guerra de Canudos. Mas o que muitas pessoas desconhecem é que o cordel também se manifestou em outros lugares do Brasil, incorporando novos temas e olhares. Um desses lugares é o Pará, que teve na primeira metade do século XX uma das maiores editoras de folhetos do Brasil, a editora Guajarina. (mais…)

Por: Marco Haurélio

A literatura de cordel que imperou no Nordeste, em fins do século XIX até o terceiro quartel do século XX, é, em linhas gerais, a poesia popular impressa e herdeira do romanceiro tradicional, da literatura oral (em especial dos contos populares, com predominância dos contos de encantamento). O cordel é um dos galhos da árvore da poesia popular, como o repente também o é. Mas cordel e repente não são a mesma coisa, pois, à medida que a árvore cresce, os galhos vão se distanciando, embora estejam unidos pela origem comum. (mais…)