Maria uma das moças
Disse: -Inda não é assim
Se hei de morrer de fome
Aqui mesmo levar fim
Vou procurar pelo mundo
Quem tome conta de mim.

As outras duas pediram:
-Maninha não vá embora
Vamos esperar mais tempo
Ninguém sai daqui agora
Até chegar o socorro
De Deus ou Nossa Senhora.

No reino da Pedra Fina
Havia uma princesa
Misteriosa encantada
Uma obra da natureza
Com ela as duas irmãs
Que eram a flor da beleza.

Naquela linda princesa
Só era em que se falava
Nesse lugar também tinha
Um pobre que trabalhava
Com três filhos no roçado
Com isso se sustentava.

P -Cego, respondeste bem,
Como quem fosse estudado!
Eu também, da minha parte,
Canto versos aprumado
É um dado, é um dia, é um dedo,
É um dedo, é um dia, é um dado!

C – Vamos lá, seu Zé Pretinho,
Porque eu já perdi o medo:
Sou bravo como um leão,
Sou forte como um penedo
É um dedo, é um dado, é um dia,
É um dia, é um dado, é um dedo!