Chico Catatau: o livro mais arretado dos últimos mil anos

O pobre do sapateiro,
Com o seu viver pobrezinho,
Além de ter muitos filhos
Tinha um pequenininho,
Que chamavam de José
E tratavam por Zezinho.

Esse era um bom menino
Por obra da Providência,
Apesar de ser tão novo
Tinha rara inteligência,
O seu pai se orgulhava
Por ver sua sapiência

Levante-se minha filha
E pegou-lhe pela mão,
Dizendo a criada a ela:
Vá ali comprar um pão
Que a essa pobre infeliz,
Falta alimentação.

Entregando-lhe uma bolsa
Com quarenta e dois mil réis,
Apenas tirou dali
Um diploma e uns papéis
Não consentindo que a moça
Se ajoelhasse aos seus pés.

Sempre fui pobre coitado
E vivi sempre atrasado
Botei um negócio bom
Porém vendi-o fiado
Um dia até emprestei
O livro do apurado.

Dei a balança de esmola
E fiz lenha do balcão
Desmanchei as prateleiras
Fiz delas um marquezão
Porém roubaram-me a cama
Fiquei dormindo no chão.

O poeta da literatura de cordel, Izaias Gomes, declamando seus versos sobre a fictícia visita de Bin Laden a Natal

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